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Medeiros e Albuquerque

Medeiros e Albuquerque (José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque), jornalista, professor, político, contista, poeta, orador, romancista, teatrólogo, ensaísta e memorialista, nasceu no Recife, PE, em 4 de setembro de 1867, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 9 de junho de 1934. Em 1896 e 1897, compareceu às sessões preliminares de instalação da Academia Brasileira de Letras. É o fundador da cadeira n. 22, que tem como patrono José Bonifácio, o Moço.

Trabalhou inicialmente como professor primário adjunto, entrando em contato com os escritores e poetas da época, como Paula Ney e Pardal Mallet. Estreou na literatura em 1889 com os livros de poesia Pecados e Canções da decadência, em que revelou conhecimento da estética simbolista, como testemunha a sua “Proclamação decadente”.

Simultaneamente às atividades de funcionário público, exercia as de jornalista. Durante o período florianista, dirigiu O Fígaro. Em 1897, foi nomeado diretor geral da Instrução Pública do Distrito Federal. Estando na oposição a Prudente de Morais, foi forçado a pedir asilo à Embaixada do Chile. Demitido do cargo, foi aos tribunais defender seus direitos e obteve a reintegração.

Voltou também à Câmara dos deputados, formando nas fileiras de oposição a Hermes da Fonseca. Durante o quatriênio militar (1912-1916), foi viver em Paris. De volta ao Brasil, defendeu a entrada do Brasil na 1ª Guerra Mundial na Europa, em campanha que contribuiu para o rompimento de relações do Brasil com a Alemanha.

De 1930 a 1934, dedicou-se às atividades de colaborador do diário da Gazeta de São Paulo e de outros jornais do Rio de Janeiro e às suas atividades na Academia, onde fazia parte da Comissão do Dicionário e era redator da Revista. Empenhou-se nos debates então travados em torno da simplificação da ortografia. Era um grande defensor da idéia da simplificação, e seu último artigo na Gazeta de São Paulo, publicado no dia de sua morte, versou sobre esse assunto. Na imprensa, escreveu também sob os pseudônimos Armando QuevedoAtásius NollJ. dos SantosMaxRifiúfio Singapura.

Fonte: ABL

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Nara Vidal

Nara Vidal é mineira de Guarani. Graduada em Letras pela UFRJ e Mestre em Artes pela London Met University. Autora de livros para crianças e adultos. É colunista, editora e tradutora. Seu primeiro romance foi um dos vencedores do Prêmio Oceanos 2019. Mora na Inglaterra desde 2001.

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Tainan Rocha

Tainan Rocha desde 1989 é bixo solto. Corre no campo das palavras, dos traços e dos sons já há mais de uma década. Entre publicações independentes e através de grandes editoras, já ilustrou e escreveu alguns livros, e desenhou diversas HQs, como Que Deus te Abandone, com André Diniz (publicado em Portugal), Crônicas da Terra da Garoa, em parceria com Rafael Calça e também Savana de Pedra, ao lado de Felipe Castilho e Wagner Willian. Com esta última obra, figurou entre os finalistas do Prêmio Jabuti.

Leciona ilustração na Quanta Academia de Artes, onde se formou e hoje é coordenador.

@tainanilustra

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Mário Araújo

Mário Araújo nasceu em Curitiba-PR. Publicou os livros de contos A hora extrema – prêmio Jabuti em 2006 – e Restos. Tem contos publicados em revistas e antologias na Alemanha, Espanha, Finlândia, EUA e México. Além de escritor é diplomata de carreira, morando atualmente em Singapura.

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Sanzio Marden

Sanzio Marden

Artista Plástico formado pela Escola de Artes Visuais Guignard – UEMG em Belo Horizonte-MG e Pós Graduado em Arte Educação pela Universidade Estadual Vale do Acaraú – CE. Trabalhou como Artista Plástico e Arte Educador em Projetos voltados à Conservação e Preservação do Patrimônio Histórico em parceria com a FIEMG e FIESP nos Estados do Ceará, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, atuando em mais de 40 municípios.

Participa de exposições coletivas e individuais no Brasil e Exterior. Ilustra livros infantis, infanto-juvenil, adultos, quadrinhos, revistas e manuais técnicos para diversas editoras, empresas e outros. Atualmente desenvolve trabalhos digitais na área de comunicação e marketing, além das pinturas e ilustrações.

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Renata Belmonte

Renata Belmonte

Renata Belmonte é autora de três livros de contos: Femininamente (Prêmio Braskem de Literatura, 2003), O que não pode ser (Prêmio Arte e Cultura Banco Capital, 2006) e Vestígios da Senhorita B (P55, 2009). Doutora em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e Mestre pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ela é também advogada.

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Olavo Bilac

Olavo Bilac

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1865 — 28 de dezembro de 1918) foi um jornalista, contista, cronista e poeta brasileiro, considerado o principal representante do parnasianismo no país. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras.

Bilac era um ativo republicano e nacionalista, também defensor do serviço militar obrigatório em um período em que o exército usufruía de amplas faculdades políticas em virtude do golpe militar de 1889. Foi o responsável pela criação da letra do Hino à Bandeira. Também ficou famoso pelas fortes convicções políticas, sobressaindo-se a ferrenha oposição ao governo militar do marechal Floriano Peixoto.

Em 1907, foi eleito “príncipe dos poetas brasileiros”, ainda na infância era considerado um aluno aplicado, conseguindo, aos 15 anos autorização especial para ingressar no curso de Medicina na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, a gosto do pai, que era médico durante a campanha da Guerra do Paraguai, e a contragosto próprio.

Portanto, começa a frequentar as aulas da faculdade mencionada, terminada a rápida passagem no colegial, mas seu precoce trabalho na redação da Gazeta Acadêmica absorve-o e interessa-o mais do que a prática medicinal. Por este motivo, Bilac não concluiu o curso de medicina e nem o de direito que frequentou posteriormente, em São Paulo.

Bilac foi jornalista, poeta, frequentador de rodas de boêmias e literárias no meio letrado do Rio de Janeiro. Aliás, sua participação na vida cotidiana e cultural foi uma marca patente em sua imagem: sabe-se, por exemplo, que em 1897 Bilac acabou perdendo o controle do seu automóvel e o bateu contra uma árvore na Estrada da Tijuca, no Rio de Janeiro – RJ, sendo o primeiro motorista a sofrer um acidente de carro no Brasil.

Aos poucos profissionaliza-se: produz, além de poemas, textos publicitários, crônicas, livros escolares e poesias satíricas. Visava, então, contar através de seus manuscritos a realidade presente na sua época.

O grande amor de Bilac foi Amélia de Oliveira, irmã do poeta Alberto de Oliveira. Chegaram a ficar noivos, mas o compromisso foi desfeito por oposição de outro irmão da noiva, desconfiado de que o poeta era um homem arruinado. Seu segundo noivado fora ainda menos duradouro, com Maria Selika, filha do violonista Francisco Pereira da Costa. Viveu sozinho, em consequência destes descasos amorosos, sem constituir família até o fim de seus dias. 

fonte: site da ABL

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Mario de Andrade

Mario de Andrade

Mário de Andrade nasceu em São Paulo, cidade onde morou durante quase toda a vida no número 320 da Rua Aurora, onde seus pais, Carlos Augusto de Andrade e Maria Luísa de Almeida Leite Moraes de Andrade também haviam morado. Durante sua infância foi considerado um pianista prodígio, tendo sido matriculado no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1911.

Recebeu educação formal apenas em música, mas foi autodidata em história, arte, e especialmente poesia. Dominava a língua francesa, tendo lido Rimbaud e os principais poetas simbolistas franceses durante a infância. Embora escrevesse poesia durante todo o período em que esteve no Conservatório, Andrade não pensava em fazê-lo profissionalmente até que a carreira de pianista profissional deixou de ser uma opção viável.

Em 1913, seu irmão Renato, então com quatorze anos de idade, morreu de um golpe recebido enquanto jogava futebol, o que causou um profundo choque em Andrade. Ele abandonou o conservatório e se retirou com a família para uma fazenda que possuíam em Araraquara. Ao retornar, sua habilidade de tocar piano havia sido afetada por um tremor nas mãos. Embora ele houvesse se formado no Conservatório, ele não se apresentou mais e começou a estudar canto e teoria musical com a intenção de se tornar um professor de música. Ao mesmo tempo, começou a ter um interesse mais sério pela literatura. Em 1917, ano de sua formatura, publicou seu primeiro livro de poemas, Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, sob o pseudônimo de Mário Sobral. O livro contém indícios de uma crescente percepção do autor em relação a uma identidade particularmente brasileira, mas, assim como a maior parte da poesia brasileira produzida na época, o faz num contexto fortemente ligado à literatura europeia—especialmente francesa.

Este seu primeiro livro parece não ter tido impacto significativo, e Andrade decidiu ampliar o âmbito de sua escrita. Deixou São Paulo e viajou para o campo. Iniciou uma atividade que continuaria pelo resto da vida: o meticuloso trabalho de documentação sobre a história, o povo, a cultura e especialmente a música do interior do Brasil, tanto em São Paulo quanto no Nordeste. Andrade também publicou ensaios em jornais de São Paulo, algumas vezes ilustrados por suas próprias fotografias, e foi, acima de tudo, acumulando informações sobre a vida e o folclore brasileiro. Entre as viagens, Andrade lecionava piano no Conservatório.

Fonte: wikipedia

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Marco Galli

Marco Galli

Marco Galli nasceu em Montichiari (Brescia) em 1971. Frequentou a escola de arte em Mântua e, durante alguns anos, dedicou-se à pintura sobre tela. Ele morou em Londres e Los Angeles antes de retornar à Itália. Ele publicou entre outras comics: Freak (S.I.E. Edizioni), Nero petrol (001 Edizioni) e, pela Coconino, as novelas gráficas Oceania Boulevard e Nella camera del cuore se nasconde un elefante, traduzido na França e na Espanha, além do belíssimo Le Chat Noir.

Ele trabalhou como designer de personagens em The Cinderella Cat, o filme de animação do estúdio M.A.D Entertainment, já conhecido pelo premiado desenho animado The Art of Happiness. Nos últimos anos, ele escreveu, desenhou e coloriu uma história para Dylan Dog, colaborou com o Projeto Stigma na criação da novela gráfica Èpos (edições Stigma-Eris) e editou a antologia cômica Materia Degenere para edições Diabolos.